12/02/2013 - 03:30 a.m.
Caramba, Catarina. Achei que era hoje que eu ia te conhecer!
Segunda-feira de Carnaval. Fomos no Embu buscar algumas coisas que faltavam do seu berço e aproveitamos pra almoçar por lá com o primo Rafa e a Elizabeth.
Combinamos de ir ver Os Miseráveis a noite mas a Madrinha da sua mãe, a tia Márcia, apareceu para uma agradável visita surpresa. Tomamos café e ficamos conversando, na maior parte sobre você. E ainda bem que ela apareceu e que não fomos ao cinema.
Eram mais de dez da noite quando sua mãe começou a sentir o que ela descrevia como "um cinto apertando a barriga". No começo foi até engraçado mas depois as dores intensificaram e vendo a cara de dor da sua mãe, eu comecei a ficar até com medo.
Por incrível que pareça, todo mundo manteve a calma mas mesmo assim, resolvemos ir para o hospital porque as dores estavam cada vez maiores.
Antes de sair, sua mãe, que queria tomar banho porque achou que estava com o cabelo feio, reclamou da roupa que seu pai vestia (normal. Ela nunca tá satisfeita) e me pediu pra arrumar as almofadas da sala. Eu até obedeci, antes de perceber que aquilo não fazia sentido.
O caminho até o hospital foi hora silêncio, hora sua mãe "uivando" (era o som que ela produzia quando a dor vinha), hora dando risada...mas como tudo está pronto pra te esperar, a única preocupação era seus avós terem que vir correndo pra te conhecer.
Confesso que entre piadinhas nervosas e silêncio, eu pensava se ia conseguir me aguentar em pé se alguém dissesse que você estava de fato chegando.
E ai entre chegarmos no hospital e o seu pai aparecer pra me dar alguma notícia, deve ter se passado no máximo meia hora, mas pra mim ou passaram-se muitas horas ou as horas não passaram. Deu pra pensar em muitas coisas e ao mesmo tempo em nada.
4 horas depois, alguns exames e mais de 80 ligações pra Dra. Gisele, constataram que você está bem, só está (e provavelmente seja) muito agitada. Fico pensando se você vai puxar a minha graciosidade de um "elefantinho numa loja de cristal" como diz a sua mãe e a sua Tia Carol. Espero que não.
Pra quem pensava que o carnaval ia ser calmo, essa foi uma grande aventura. Nós todos ansiosos, nervosos e sem saber o que esperar e você lá, bela e formosa, sentada na sua mãe.
Mas tudo bem, Nina. Venha no seu tempo e a sua maneira.
O que são mais 5 dias pra quem já te esperou 9 meses?
Eu sei que esse foi o primeiro dos muitos sustos que eu ainda vou ter. Pelo visto você puxou a minha "semi-hiperatividade". Melhor eu me acostumar!
Beijinho, beijão.
Madrinha.
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