Oi amiga!
Nem sei por onde começar...
Você já tem 4 anos, todos os dentes, um zilhão de vídeos engraçados e, como eu imaginava, muitos momentos maravilhosos compartilhados (entre nós e toda a internet. Coisas da sua mãe. Óbvio)
Eu parei de postar antes mesmo de você nascer. Não foi proposital. Viver ao seu lado, é não ter pausa pra imaginar um texto e sim, apenas vivê-lo. Todos os dias, uma poesia nova.
Seu irmão chegou tem alguns meses. Você é irmã mais velha agora e é lindo ver o amor que vocês tem um pelo outro. Mesmo quando ele puxa seu cabelo. Mesmo quando você provoca ele, oferecendo coisas que ele não pode comer.
Eu sei que estou bem atrasada, pra escrever o relato do dia em que você chegou. Eu prometo que farei isso em breve. Hoje eu queria dizer sobre como é viver com você.
Depois de 4 anos, tenho bastante material. Quantas histórias...
Você, assim como sua mãe, encanta a todos. Sempre simpática (menos quanto está com fome) e verdadeira, faz observações do mundo, que os olhos mais atentos, deixam passar.
Você é muito afinada. Como eu sonhei com isso. Como eu desejei que você gostasse de música, o tanto que eu gosto. Eu te amaria mesmo se você não gostasse de cantar, de batucar, de dançar... mas que sorte que eu não precisei descobrir como enfrentar isso.
Você é poeta. Naturalmente transforma em melodia, o dia a dia.
Você é poesia. Ilumina a casa com seu carinho e amor sem medida.
Eu sou apaixonada por você. Todos que me conhecem, já ouviram alguma história sua.
Últimamente você começou a contar piada. Eu nem sabia que crianças de 4 anos entendiam piada. Nunca sei se você é uma criança-fenômeno, ou se sou tia mega coruja. Acho que um pouco dos dois.
Me atrasei pra encontrar seu pai, porque decidi que ia escrever algo aqui hoje. Perdi a carona.
Mas não quis deixar pra depois porque com você, não tem essa. O agora é muito importante.
Prometo voltar logo.
Agora, vou me arrumar porque a vovó chegou de Foz do Iguaçu hoje pra gente passar a Páscoa todos juntos.
To indo te ver e meu coração sorri quando penso em você!
Um pedido:
Por favor, pare de pular nas minhas costas toda vez que eu me abaixo.
Eu já não sou mais tão jovem e você sempre me enforca.
Tirando isso, a madrinha te ama! Sério.
Para a Fada da Madrinha.
Contando histórias para uma fadinha, que eu tenho a honra de ser madrinha!
quinta-feira, 13 de abril de 2017
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Fotos do Último Mês
Ai, que susto!
12/02/2013 - 03:30 a.m.
Caramba, Catarina. Achei que era hoje que eu ia te conhecer!
Segunda-feira de Carnaval. Fomos no Embu buscar algumas coisas que faltavam do seu berço e aproveitamos pra almoçar por lá com o primo Rafa e a Elizabeth.
Combinamos de ir ver Os Miseráveis a noite mas a Madrinha da sua mãe, a tia Márcia, apareceu para uma agradável visita surpresa. Tomamos café e ficamos conversando, na maior parte sobre você. E ainda bem que ela apareceu e que não fomos ao cinema.
Eram mais de dez da noite quando sua mãe começou a sentir o que ela descrevia como "um cinto apertando a barriga". No começo foi até engraçado mas depois as dores intensificaram e vendo a cara de dor da sua mãe, eu comecei a ficar até com medo.
Por incrível que pareça, todo mundo manteve a calma mas mesmo assim, resolvemos ir para o hospital porque as dores estavam cada vez maiores.
Antes de sair, sua mãe, que queria tomar banho porque achou que estava com o cabelo feio, reclamou da roupa que seu pai vestia (normal. Ela nunca tá satisfeita) e me pediu pra arrumar as almofadas da sala. Eu até obedeci, antes de perceber que aquilo não fazia sentido.
O caminho até o hospital foi hora silêncio, hora sua mãe "uivando" (era o som que ela produzia quando a dor vinha), hora dando risada...mas como tudo está pronto pra te esperar, a única preocupação era seus avós terem que vir correndo pra te conhecer.
Confesso que entre piadinhas nervosas e silêncio, eu pensava se ia conseguir me aguentar em pé se alguém dissesse que você estava de fato chegando.
E ai entre chegarmos no hospital e o seu pai aparecer pra me dar alguma notícia, deve ter se passado no máximo meia hora, mas pra mim ou passaram-se muitas horas ou as horas não passaram. Deu pra pensar em muitas coisas e ao mesmo tempo em nada.
4 horas depois, alguns exames e mais de 80 ligações pra Dra. Gisele, constataram que você está bem, só está (e provavelmente seja) muito agitada. Fico pensando se você vai puxar a minha graciosidade de um "elefantinho numa loja de cristal" como diz a sua mãe e a sua Tia Carol. Espero que não.
Pra quem pensava que o carnaval ia ser calmo, essa foi uma grande aventura. Nós todos ansiosos, nervosos e sem saber o que esperar e você lá, bela e formosa, sentada na sua mãe.
Mas tudo bem, Nina. Venha no seu tempo e a sua maneira.
O que são mais 5 dias pra quem já te esperou 9 meses?
Eu sei que esse foi o primeiro dos muitos sustos que eu ainda vou ter. Pelo visto você puxou a minha "semi-hiperatividade". Melhor eu me acostumar!
Beijinho, beijão.
Madrinha.
Caramba, Catarina. Achei que era hoje que eu ia te conhecer!
Segunda-feira de Carnaval. Fomos no Embu buscar algumas coisas que faltavam do seu berço e aproveitamos pra almoçar por lá com o primo Rafa e a Elizabeth.
Combinamos de ir ver Os Miseráveis a noite mas a Madrinha da sua mãe, a tia Márcia, apareceu para uma agradável visita surpresa. Tomamos café e ficamos conversando, na maior parte sobre você. E ainda bem que ela apareceu e que não fomos ao cinema.
Eram mais de dez da noite quando sua mãe começou a sentir o que ela descrevia como "um cinto apertando a barriga". No começo foi até engraçado mas depois as dores intensificaram e vendo a cara de dor da sua mãe, eu comecei a ficar até com medo.
Por incrível que pareça, todo mundo manteve a calma mas mesmo assim, resolvemos ir para o hospital porque as dores estavam cada vez maiores.
Antes de sair, sua mãe, que queria tomar banho porque achou que estava com o cabelo feio, reclamou da roupa que seu pai vestia (normal. Ela nunca tá satisfeita) e me pediu pra arrumar as almofadas da sala. Eu até obedeci, antes de perceber que aquilo não fazia sentido.
O caminho até o hospital foi hora silêncio, hora sua mãe "uivando" (era o som que ela produzia quando a dor vinha), hora dando risada...mas como tudo está pronto pra te esperar, a única preocupação era seus avós terem que vir correndo pra te conhecer.
Confesso que entre piadinhas nervosas e silêncio, eu pensava se ia conseguir me aguentar em pé se alguém dissesse que você estava de fato chegando.
E ai entre chegarmos no hospital e o seu pai aparecer pra me dar alguma notícia, deve ter se passado no máximo meia hora, mas pra mim ou passaram-se muitas horas ou as horas não passaram. Deu pra pensar em muitas coisas e ao mesmo tempo em nada.
4 horas depois, alguns exames e mais de 80 ligações pra Dra. Gisele, constataram que você está bem, só está (e provavelmente seja) muito agitada. Fico pensando se você vai puxar a minha graciosidade de um "elefantinho numa loja de cristal" como diz a sua mãe e a sua Tia Carol. Espero que não.
Pra quem pensava que o carnaval ia ser calmo, essa foi uma grande aventura. Nós todos ansiosos, nervosos e sem saber o que esperar e você lá, bela e formosa, sentada na sua mãe.
Mas tudo bem, Nina. Venha no seu tempo e a sua maneira.
O que são mais 5 dias pra quem já te esperou 9 meses?
Eu sei que esse foi o primeiro dos muitos sustos que eu ainda vou ter. Pelo visto você puxou a minha "semi-hiperatividade". Melhor eu me acostumar!
Beijinho, beijão.
Madrinha.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Minha mãe, sua mãe. Nossa mãe.
Oi neném.
Eu sei que fiquei muito tempo sem escrever e nesse tempo muitas coisas aconteceram: Você cresceu muito (perguntaram pra sua mãe hoje se eram gêmeos hihihi), seu berço chegou, eu tentei desesperadamente fazer uma música pra você e não consegui (ainda), seu pai colocou a faixa na parede do seu quarto milimetricamente calculada, sua Vó Rose ajudou sua mamãe a arrumar suas roupas no armário...enfim, tudo só pra te esperar.
Eu fiz várias anotações e textinhos durante essas semanas e eu prometo ainda posta-los aqui. Mas o que eu queria mesmo falar hoje é da sua mãe. Me pergunto se vou ter mais ciumes dela ou de você.
Nunca encontrei pessoa que ame tanto amar, quanto a sua mãe, Nina. Foi com ela (e com sua Tia Carol) que aprendi os truques da vida. Aqueles que as pessoas demoram anos pra descobrir. Crescer com elas foi sensacional.
Desde muito cedo eu aprendi a admirar a sua mãe. E talvez eu nunca tenha admitido, mas ser conhecida como "Irmã da Mariana" era como ser irmã de uma celebridade. Na minha cabeça de criança era. Ela sempre foi conhecida pelo sorriso bonito, o coração gigante e pela voz. E que voz, Nina. Tudo bem que agora ela canta mais no chuveiro e loucamente em frente a TV (como ela está fazendo agora) mas desde sempre eu quis ser como ela.
Sua mãe não tem medo de dizer o que quer e nem de dizer que ama. Estar presente nos bons e nos maus momentos na vida de quem a gente gosta, faz da gente amigos melhores, pessoas melhores. Aprenda isso com ela, neném.
Eu sei que as vezes vai parecer que ela te quer só pra ela (e eu sei que as vezes ela vai realmente querer) mas é que ela leva a sério esse negócio de cuidar de quem ama. Ela cuida de mim até hoje. Faz parte do pacote.
Mas sua mãe é o máximo. Eu não digo isso pra ela sempre porque ela já é metidinha. Mas nunca duvidei da determinação dela, assim como não duvido que além de te fazer linda, ela vai te criar um ser humano maravilhoso.
(Seu pai tem 50% nisso eu sei. Qualquer dia eu faço um post sobre como ele mudou a vida da sua mãe e a nossa.)
Enfim, neném. Quando sua mãe brigar por você ter ido mal na escola, ou por querer sair muito com seus amigos, lembre ela que ela também teve a sua idade e aprontou bastante. Eu tenho certeza que vocês vão entrar em um acordo facinho.(Se ela não quiser ceder, me liga que eu escaneio umas fotos velhas e uns boletins e te mando) Não esqueça de fazer beicinho quando quiser pedir algo. Ela é super sentimental, certeza que não vai dizer não.
Essa é a melhor mãe que você podia ter. Eu sei porque ela é um pouco minha mãe também. Mas agora vou deixar ela toda pra você.
Aproveite!
Amor, Madrinha.
Eu sei que fiquei muito tempo sem escrever e nesse tempo muitas coisas aconteceram: Você cresceu muito (perguntaram pra sua mãe hoje se eram gêmeos hihihi), seu berço chegou, eu tentei desesperadamente fazer uma música pra você e não consegui (ainda), seu pai colocou a faixa na parede do seu quarto milimetricamente calculada, sua Vó Rose ajudou sua mamãe a arrumar suas roupas no armário...enfim, tudo só pra te esperar.
Eu fiz várias anotações e textinhos durante essas semanas e eu prometo ainda posta-los aqui. Mas o que eu queria mesmo falar hoje é da sua mãe. Me pergunto se vou ter mais ciumes dela ou de você.
Nunca encontrei pessoa que ame tanto amar, quanto a sua mãe, Nina. Foi com ela (e com sua Tia Carol) que aprendi os truques da vida. Aqueles que as pessoas demoram anos pra descobrir. Crescer com elas foi sensacional.
Desde muito cedo eu aprendi a admirar a sua mãe. E talvez eu nunca tenha admitido, mas ser conhecida como "Irmã da Mariana" era como ser irmã de uma celebridade. Na minha cabeça de criança era. Ela sempre foi conhecida pelo sorriso bonito, o coração gigante e pela voz. E que voz, Nina. Tudo bem que agora ela canta mais no chuveiro e loucamente em frente a TV (como ela está fazendo agora) mas desde sempre eu quis ser como ela.
Sua mãe não tem medo de dizer o que quer e nem de dizer que ama. Estar presente nos bons e nos maus momentos na vida de quem a gente gosta, faz da gente amigos melhores, pessoas melhores. Aprenda isso com ela, neném.
Eu sei que as vezes vai parecer que ela te quer só pra ela (e eu sei que as vezes ela vai realmente querer) mas é que ela leva a sério esse negócio de cuidar de quem ama. Ela cuida de mim até hoje. Faz parte do pacote.
Mas sua mãe é o máximo. Eu não digo isso pra ela sempre porque ela já é metidinha. Mas nunca duvidei da determinação dela, assim como não duvido que além de te fazer linda, ela vai te criar um ser humano maravilhoso.
(Seu pai tem 50% nisso eu sei. Qualquer dia eu faço um post sobre como ele mudou a vida da sua mãe e a nossa.)
Enfim, neném. Quando sua mãe brigar por você ter ido mal na escola, ou por querer sair muito com seus amigos, lembre ela que ela também teve a sua idade e aprontou bastante. Eu tenho certeza que vocês vão entrar em um acordo facinho.(Se ela não quiser ceder, me liga que eu escaneio umas fotos velhas e uns boletins e te mando) Não esqueça de fazer beicinho quando quiser pedir algo. Ela é super sentimental, certeza que não vai dizer não.
Essa é a melhor mãe que você podia ter. Eu sei porque ela é um pouco minha mãe também. Mas agora vou deixar ela toda pra você.
Aproveite!
Amor, Madrinha.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Indo te ver.
03/12/2012 19:22h
Oi neném. Estou no ônibus indo pra São Paulo pra ver sua mãe, seu pai, o Otto e principalmente pra te ver (mesmo que por enquanto tenha hora marcada e seja no médico). Ai que saudade.
Sentada a minha frente tem uma bebezinha de um ano e pouquinho. Não consigo parar de olhar pra ela e pensar em você. Na gente brincando juntas, cantando, quem sabe até viajando. Me imaginei até jogando você pra cima e espero que você não tenha medo de altura se não seu Vovô Francisco vai ficar triste.
Sei que esses últimos meses dentro da barriga da mamãe são muito importantes pra você e estou me controlando pra não ficar desesperada e querer te ver logo mas nossa, como é difícil. Não sei como vou conseguir ficar longe de você depois que nascer. Já estou me escalando pra dormir no seu bercinho.
Oi neném. Estou no ônibus indo pra São Paulo pra ver sua mãe, seu pai, o Otto e principalmente pra te ver (mesmo que por enquanto tenha hora marcada e seja no médico). Ai que saudade.
Sentada a minha frente tem uma bebezinha de um ano e pouquinho. Não consigo parar de olhar pra ela e pensar em você. Na gente brincando juntas, cantando, quem sabe até viajando. Me imaginei até jogando você pra cima e espero que você não tenha medo de altura se não seu Vovô Francisco vai ficar triste.
Sei que esses últimos meses dentro da barriga da mamãe são muito importantes pra você e estou me controlando pra não ficar desesperada e querer te ver logo mas nossa, como é difícil. Não sei como vou conseguir ficar longe de você depois que nascer. Já estou me escalando pra dormir no seu bercinho.
Diálogos Aleatórios
19/11/2012
Uns dias depois do seu chá de bebê. Sua mãe tava aqui em Foz na Vovó Rose e falávamos sobre você:
- Será que a minha filha vai ser como eu? Maravilhosa, linda e espontânea?
- Metida?
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
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